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Ainda dos primeiros dias de escolinha

Quarto dia: bem ao quarto dia assim que virei na direcçaõ do colégio começou a fazer beiçinho e a dizer que não queria ir. Quando o deixei na sala, ficou a fazer beiçinho e com os olhos cheios de água ... o meu coração ficou feito em nada, fiquei totalmente desolada.

Isto sem saber que ao quinto dia ia ser pior: ficou a chorar. Não queria, ia na sala das educadoras e ouvia-o chorar. Nesse dia fiquei mesmo um trapinho. Andei todo o dia com o aperto no peito e uma pressão no estômago. Nestes dois dias, quando liguei já estava bem, andava a brincar e nem parecia o mesmo que havia deixado de manhã.

Sexto dia: depois de uma longa conversa de manhã, lá foi com o seu porquinho "PIPÓ". Também ainda disse que não queria mas depois, aproveitando que andavam a fazer a manutenção do aquário, onde já residem 3 peixinho, e que uma das auxiliares ia buscar um balde com água, lá foi com ela. Mas ainda me disse "não te vás embora". Aproveitei o momento e vim-me embora, mas ainda o ouvi fazer "óh!!!" quando depois já não me viu.

Sétimo dia (hoje): bem, não ficou a chorar mas pouco faltou. Sentou-se no chão á porta da sala e não queria ir. Depois de muito insistir com ele para ir ver do PIPÓ (bem queria ele saber do porco de peluche) a educadora pegou-lhe na mão e disse para irem procurar o porquinho. Disse para me dar um beijinho, foi com ele até á janela e disse-lhe para me dizer até logo. Lá ficou a muito custo, mas não chorou.

Resumindo, há dias em que custa mais a ficar que outros, estes últimos são os aqueles em que fica logo entretido com alguma coisa e nesses nem dá por eu sair. Depois passa bem o dia, brinca e tem almoçado bem. Geralmente vou buscá-lo depois do lanche, até porque tenho disponibilidade horária para isso, e não faz sentido ficar só por ficar. Quando estiver mais adaptado, começarei a deixá-lo mais um pouco.
Quanto á chucha, segundo sei dão-lha á hora da sesta, ele não dorme mas deita-se e fica a descansar. Isso não trouxe qualquer revés, porque ele continua sem pedir a chucha em casa para dormir.
Peço desculpa pela minha ausência aos vossos cantinhos, e neste porque também anda um pouco abandonado, mas a vontade para escrever aqui e comentar não é muita, devido a esta fase de adaptação dele, á vida familiar que não anda nada famosa, a algum trabalho e há muita falta de vontade mesmo.
Quando estiver mais "UP" ponho as visitas e comentários em dia, mas por agora desculpem-me mas não tenho mesmo vontade.

Fica ainda a nota para mais um mesinho teu, no sábado ... Parabéns filho!! Ès o meu porto de abrigo, sei que nem sempre tenho a peciência que devia para as tuas birras mas quando há situações que nos levam abaixo o nosso ânimo, vamos também abaixo, afinal sou humana e sinto as coisas com alguma intensidade, tanto as alegrias como as tristezas (estas mais). O desanimo, o desalento, a desilusão que ás vezes a vida nos trás, o recordar de sonhos e objectivos antigos não alcançados, a desilusão que as pessoas nos dão ... fazem estar e sentir "DOWN".

Beijinhos

Por este andar até eu qualquer dia tenho medo de sair á rua

Acabei a minha ronda pelos blogs e deparei-me surpreendentemente ou não ... com uma onda de mudanças e possiveis privatizações.
O medo apoderou-se de todos, mas uma coisa me intriga: os desaparecimentos de crianças não são novidade, a pequena Madeleine não foi a primeira criança a desaparecer em Portugal, os cuidados a ter com os miúdos não são de hoje mas de sempre. Acho que nos devemos preocupar, aliás que temos de nos preocupar, mas não devemos deixar que o medo exacerbado se apodere de nós. Não podemos deixar de continuar a fazer a nossa vida, não se pode passar a ter medo de tudo e de todos.
Quem tem os seus filhos no infantário, AGORA tem medo de lá os deixar? É que esta onda de medo pode levar-nos a receios infundados. Também nos pode levar a tomar atitudes menos próprias.
Já pensaram que se continuarmos a alimentar este medo e sentimento de insegurança que corremos o risco de nos tornarmos obcessivos?
Penso que existem semelhanças entre este caso e o caso da pedofilia, neste sentido: quando este último caso começou a ser divulgado houve também uma onda de medos e preocupações ... o medo foi de tal forma alimentado que muitas pessoas passaram a desconfiar quando alguém passava a mão na cabeça de uma criança, ou quando alguém tinha um gesto ou olhar mais ternurento. Passámos a olhar com desconfiança para TODAS as pessoas e para as suas atitudes.
Depois a comunicação social tem o poder de alarmar ... sim em muitos casos, de alarmar. Quando se compara um blog com o colar cartazes na paragem de autocarro com fotografia e tudo o mais que diz respeito a uma criança ... isto é exagero ... isto é chamarem-nos inconscientes e despreocupados com os nossos filhos. A fotografia do meu filho não está estampada em nenhuma paragem de autocarro de lisboa, ou porto ou de onde quer que seja.
Com este blog apenas quero registar as coisas giras dele, o crescimento, o desenvolvimento, as datas importantes. Porque não o faço num qualquer caderno? Porque gosto do feed-back das outras mães que como eu gostam de registar estes momentos e receber o retorno das graçinhas e façanhas dos seus filhotes.
Com este blog alguém sabe onde moro?alguém é capaz de chegar até mim?alguém já terá tido vontade de me fazer mal ou ao meu filho?quando achar que sim ... não privatizo para esta ou para aquela, ponho um PONTO FINAL e acabou.
Compreendo os medos, receios ... eu também os tenho ... mais agora. Porquê? Pergunto, e pergunto-me a mim ... porquê?
Este tipo de medo sempre me assolou ... ademais sendo o meu filho uma criança que não estranha quase ninguém ... se souberem do que ele gosta, facilmente o convençem!! E é aqui que o meu medo começa. Mas por isso, também sei que o meu cuidado tem de ser redobrado ... e o meu olhar mais abrangente e a minha condescendência menor.
Não vou aceder a este medo generalizado ou como diria o Noddy "não vou ... não vou ...e não vou" .. é que senão qualquer dia até eu tenho medo de sair á rua.

Por estes dias esta é a imagem ...

que nos deixa o coração apertado ... que nos fazem pensar nas coisas ... que nos fazem perguntar porquê ... que nos lembram que todo o cuidado com eles é pouco ... que nos fazem ficar com um nó na garganta ... e que nos trazem as lágrimas aos olhos quando olhamos para a foto desta menina e pensamos "onde estará? como estará?" ... arrepio-me só de pensar o que deve estar a passar ... com quem não conheçe ... longe do carinho e do abraço dos pais ... roubada ... tirada do amparo e colo da mãe. Levada para onde? e para quê? Penso nisto ... e penso "Meu Deus ... porque existe gente tão má neste mundo?" e peço "Meu Deus não deixes que nada de mal lhe aconteça. Coloca no coração (se o tiver) daquela pessoa alguma bondade, algum sentimento, algum amor que o faça repensar o seu acto e deixar que esta menina volte para o amparo dos pais".

1 Pensamento meu ... acerca dele

Acho que se começa a dissipar aquela nostalgia de quando ele era bébé.
Aquela nostalgia de "gostava que fosse sempre bébé".
Adorei a fase de bébé por todas as novidades, emoções e sensações fantásticas que trouxe á minha vida.
Por, sem qualquer experiência, ter que aprender a cuidar de um bébé: alimentá-lo, vesti-lo, dar-lhe banho.
Pelas descobertas dele e minhas.
Agora invade-me um sentimento diferente.
Ás vezes sinto que não consigo acompanhar todas as coisas giras dele.
Tenho a sensação que não aproveitei bem determinadas fases pelas quais passou.
Mas é um falso sentimento, pois penso que tenho aproveitado muito bem todas as diferentes fases.
Só acho que o tempo passa muito depressa e parece que não consigo aproveitar tudo.
Isto para dizer que, apesar das birras constantes e da teimosia, estou a adorar esta fase de menino.
Um menino que nos surpreende e nos delicia com as suas coisas, todos os dias.
Tem momentos terriveis, mas mesmo terriveis, não são brincadeira ... pois consegue levar-nos ao limite da nossa paciência: quando faz as suas fenomenais birras, quando começa a guinchar sabe-se lá por quê, quando se lembra de atirar os brinquedos ao ar ou para cima de nós, quando vem com a mão no ar direito a nós ... dizer-lhe que não se faz ... nem vale a pena ... não percebe ou faz que não percebe.
Mas, como tudo, há o reverso da moeda. E aqui ... bem ...
- dar-nos um beijinho ou um abraço sem lhe pedir-mos
- chamar-nos para irmos brincar com ele ou para irmos ver algo que tenha feito
- passar-nos as mãos pela cara e fazer "aquele" beicinho
- certas expressões dele, da cara dele, da boca, do corpo
Hum ... uma delicia ... sem palavras para descrever o tamanho da admiração, do orgulho, do amor que sinto por ele: o meu menino!

Pssst ...

Alguém sabe onde se compra uma coisa chamada "paciência"?

Desafio dos 7

Respondendo ao desafio que me foi dado por estas duas meninas aqui vai

7 COISAS QUE FAÇO BEM
- limpeza da casa
- arroz
- engomar roupa (apesar de detestar fazê-lo)
- organizar papéis
- o meu trabalho
- lavar e limpar o carro
não me lembro de mais nada ... :)

7 COISAS QUE NÃO FAÇO BEM OU NÃO SEI FAZER
- costurar roupa
- andar de patins em linha (adorava saber)
- mudar um pneu
- mecânica do carro
Não estou a ver mais nada ... :)

7 COISAS QUE ME ATRAEM NO SEXO OPOSTO
- o bom gosto
- o bom humor
- a simpatia
- as boas maneiras
- serem carinhosos
- a inteligência
- uns olhos bonitos (verdes ... :)

7 COISAS QUE COSTUMO DIZER:
- Diogo
- Nuno
- eu não acredito
- não mexas ai
- fogo
- anda cá
- tou?

7 CELEBRIDADES:
- Nicole Kidman
- Hillary Clinton
- Robbie Williams
- o meu pai
- a minha mãe
- o meu filho
- o meu marido

7 SONHOS/DESEJOS
- ver o meu filho crescer
- que o meu filho seja feliz
- que o trabalho me corra bem e que seja cada vez mais
- que sejamos todos felizes
- que tenhamos todos saúde
- que me saia o €uromilhões
- ter uma moradia com um quintal muito grande

Não sei a quem passar este desafio pois penso que, pelo que vi, já todas responderam por isso quem quiser ....